Pentacampeao em 2002, Edmilson admite momento ruim na Seleção Brasileira, mas ainda acredita no hexa em 2026

Pentacampeão mundial com a Seleção Brasileira em 2022, Edmilson foi sincero quando questionado sobre o momento atual da Amarelinha.  Em entrevista recente ao Globo Esporte, o ex-jogador falou sobre o que espera do Brasil na Copa do Mundo de 2026, que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá.

“Eu participei da Copa das Confederações no Japão, em 2001. O treinador naquela época era o Emerson Leão. Dos 23 convocados, acho que só quatro foram para a Copa do Mundo. Então, se fizer uma comparação de 2002 para agora, nós estávamos muito piores do que estamos hoje um ano antes da Copa”, iniciou.

Apesar do momento ser ruim em comparação com os últimos anos, Edmilson deu seu voto de confiança ao italiano Carlo Ancelotti, anunciado como novo treinador do Brasil após a demissão de Dorival Júnior.

“Mesmo com todas as dificuldades de encontrar um técnico para isso. Acredito nos jogadores brasileiros. O Brasil sempre entra para ser campeão. Agora é deixar o Ancelotti trabalhar, entender realmente o que é futebol brasileiro”, prosseguiu.

Momento da Seleção não era bom em 2002

A equipe comandada por Luiz Felipe Scolari também não vivia uma grande fase antes da disputa do Mundial de 2001. Justamente por isso, o ex-volante também acredita na virada de chave dessa geração.

“Nós tínhamos quatro pilares dentro de campo que foram fundamentais. Roberto Carlos, Cafu, Rivaldo e Ronaldo. Traziam a experiência de 1998 e eram lideranças nossas. Foi muito bem comandado o extracampo e os bastidores naquela época”, relembrou.

Após o vice na Copa do Mundo de 1998, a Seleção Brasileira contou com outros dois treinadores antes de Felipão: Vanderlei Luxemburgo e Émerson Leão, que não conseguiram ter sucesso.

“Nas convocações mais recentes não tivemos jogadores com perfil de liderança. Não dizendo que Marquinhos ou Alisson não sejam. Mas alguém mais “paizão”, como o Casemiro, que volta agora. Caso do Neymar, quando voltar, o Alex Sandro… Os jogadores têm funções fora de campo também. Aconselhar os mais jovens, reprimir excessos… Essa mescla foi importante em 2002”, concluiu Edmilson.

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