Diretoria do Atlético se revolta e manda recado para a Conmebol
Na última terça-feira (1), o Atlético completou empate em 0 a 0 contra o Cienciano, na estreia da Copa Sul-Americana, lidando com a altitude de Cusco, no Peru. Com o resultado, o Galo ficou na segunda posição do Grupo H, com um ponto conquistado. Após a partida, desgastados de um importante desafio, os atletas do Galo acabaram lidando com um problema inesperado.
Além da altitude, o Atlético precisou lidar com a falta de água no Estádio Inca Garcilaso de La Vega. Após a partida, os jogadores do Atlético não puderam tomar banho nos vestiários, o que gerou revolta. Victor Bagy, diretor de futebol do Galo, não escondeu sua insatisfação e criticou duramente a Conmebol. Para ele, a situação representa um enorme retrocesso em uma competição de nível continental.
“A gente fala muito em evolução, em campeonato que melhora a cada ano e estamos retrocedendo à década de 60. É lamentável, triste. Segundo o pessoal do estádio, isso nunca aconteceu, mas vale a nossa insatisfação e a nossa indignação porque são coisas que não podem acontecer no futebol. A Conmebol sempre preocupada com pequenos detalhes, com bobagens e, com coisas elementares, às vezes passa despercebida”, destacou Victor.
Atlético direciona cobrança importante após estreia
Vale ressaltar que o Atlético passou pelo mesmo problema recentemente, após a partida contra o Tocantinópolis, pela Copa do Brasil. No entanto, a situação se repetiu pela estreia da Copa Sul-Americana, torneio que o Atlético ficou distante por aproximadamente cinco anos. Victor ressaltou a responsabilidade da Conmebol sobre a situação.
“Parece que o estádio todo está sem água e foi um problema geral. De toda forma, não pode acontecer. Um campeonato importante e internacional como este, não pode ter este tipo de situação. A Conmebol se preocupa com todos os detalhes, mas deixa passar aquilo que é trivial, como ter uma água e ter condições para poder atender sua equipe”, disse.